Autorías Vocacionales

Alicia Fernández

Curso com duração de 7 horas e certificação dado pela ABPp em parceria com EPSIBA

La psicopedagogía tiene mucho que aportar en el momento en que un joven debe elegir su profesión. Elegir es apropiarse del desear, a partir de un trabajo del pensamiento.  Partimos de que lo principal del proceso de aprender es conectarse con la experiencia de satisfacción del placer de encontrarse autor, es decir con la posibilidad de elegir. El proceso llamado "orientación vocacional/profesional", es un momento privilegiado, donde la capacidad de elegir se pone en juego. La mejor opción será aquella que permita al joven, conociendo su "modalidad de aprendizaje", resignificarla utilizándola como una herramienta para que su elección sea productiva para él y para la sociedad en su conjunto.

Trabajaremos las siguientes cuestiones:

  • Trabajos psíquicos de la adolescencia:
  • Jugar-aprender-trabajar: una travesía de discontinuidades.
  • Construirse un pasado para poder proyectarse a un futuro.
  • De la casa a la calle (o de lo familiar a lo extrafamiliar).
  • Constitución del nosotros. Lo grupal. Función subjetivante de "los/as amigos/as". Aprender es historiarse.
  • Los aprendizajes paradigmáticos en la primera infancia y su reconstrucción/resignificación en la adolescencia.
  • La autoría de pensamiento y los trayectos de la adolescencia. Salir de la queja paralizante para propiciar autorías que permitan desactivar el aburrimiento/tedio. Recuperar la potencia creativa de los primeros aprendizajes de la Infancia en la adolescencia.
  • .Las diferencias como singularizantes.
  • .La autoría de pensamiento y el elegir. Cómo propiciar la capacidad de elegir.
  • .Reconocerle al sujeto su propia autoría.
  • .La alegría del encuentro con la autoría.
  • .Diagnóstico de la modalidad de aprendizaje como herramienta posibilitadora del "elegir".
  • .Las familias y los espacios propiciadores del "elegir".
  • .Salir por la puerta de las decisiones.
Conferência: “Desenvolvimento da inteligência e avaliação psicopedagógica dinâmica”

Vitor da Fonseca

A palestra procura questionar a importância do desenvolvimento intelectual na criança nos dias de hoje, onde as sociedades cognitiva e da informação imperam.
Partindo da reflexão do que é o desenvolvimento cognitivo, passando por Pioneiros como Wallon e Piaget e Vygotsky e Luria, e por Novos Messias como Das, Kirby e Naglieri, a intervenção tentará referir-se aos processos interativos e às ferramentas culturais que suportam a transmissão da cultural entre gerações de adultos e crianças(experientes-inexperientes), especificando os critérios de mediatização, os procedimentos e os suportes de tutorização ("scaffolding"), para além de dissecar os processos cognitivos de internalização (atenção, percepção,memória, processamento simultâneo e sucessivo, compreensão, planificação e execução).
A abordagem dos pré-requisitos cognitivos da aprendizagem, não simbólica e simbólica, serão finalmente analisados em termos neuropsicológicos, não apenas na dimensão normo-desenvolvimental como na dimensão das suas perturbações assim como serão apresentados alguns aspectos práticos da Avaliação Psicopedagógica Dinâmica

Palestra: “Instrumentos para avaliação de distúrbios de aprendizagem”

Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla

A aquisição de habilidades acadêmicas formais, tais como as de leitura, escrita e aritmética, pode ser prejudicada em crianças com certos distúrbios, tais como a dislexia, a afasia e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A avaliação desses quadros pode ser auxiliada pelo uso de instrumentos normativos, isto é, com base nos desempenhos de uma população apropriada, possibilitando ao examinador analisar as principais áreas do funcionamento do examinando, direcionando procedimentos focais de reabilitação. Neste contexto, serão apresentados instrumentos desenvolvidos para a avaliação de crianças, especialmente nas áreas de linguagem oral, linguagem escrita, atenção e funções executivas, bem como os resultados de escolares do ensino fundamental com e sem distúrbios neuropsicológicos.

Palestra:”O jogo como recurso de diagnóstico e intervenção”

Lino de Macedo

Como e por que observar e promover processos de desenvolvimento em situações de aprendizagem e ensino? Diagnóstico e intervenção em estudos de caso sobre processos de desenvolvimento de aspectos sociais, afetivos e cognitivos nos quais o jogo é o principal recurso.

Planejando a Intervenção à luz do Diagnóstico

Nadia Bossa

Especificidade do Diagnóstico Psicopedagógico. Instrumentos de Diagnóstico
Psicopedagógico: internet, TV, video game, fotografia, revista.


Palestra:“O desenvolvimento neurológico e a aprendizagem: Possibilidades de avaliações de neurociências para o psicopedagogo”

Claudia Berlim de Mello

Os recentes avanços no campo das neurociências têm contribuído com novos conhecimentos a respeito das relações entre o cérebro e o comportamento. No que concerne o desenvolvimento, a compreensão dos mecanismos de neuroplasticidade vem sistematicamente revelando a influência dos processos de aprendizagem sobre os mecanismos de reorganização neuronal em casos de disfunções no cérebro imaturo. Nessa perspectiva, uma discussão sobre as possibilidades de integração entre as práticas psicopedagógicas e procedimentos neuropsicológicos na abordagem dos transtornos do neurodesenvolvimento pode render informações relevantes para o planejamento de estratégias de intervenção, no âmbito clínico e educacional, que tenham a interdisciplinaridade como modelo principal.

Palestra: “O Desenvolvimento Neurológico e a Aprendizagem: entendendo a diversidade”

Vicente José Assencio Ferreira

O desenvolvimento neurológico infantil parte do pressuposto de que os estímulos captados pelos órgãos dos sentidos e enviados ao córtex, estrutura neurológica especializada em reconhecer o que já foi visto/sentido ou em aprender o que é novo/inusitado, promovem uma transformação mental, tanto comportamental como motora.
Assim, cada novo momento vivenciado por uma criança, às vezes gravada de forma indelével na sua memória, propiciará um cérebro anatômica e emocionalmente diferenciado de qualquer outro que não tenha passado pela mesma experiência. Com isso, ao buscar aprender o novo, a criança procurará por pistas que se assemelhem a algo que já viu ou sentiu, o que, freqüentemente, a auxilia a entender e reter algo desconhecido.
Portanto, quanto mais estímulos novos são apresentados, mais poderoso e diferenciado se torna o cérebro infantil para aprender, além de conduzir o entendimento de que cada criança adquire aprendizagens de forma diversa, única e singular.

Curso: “Os contos de fada  como ferramenta de diagnóstico e  intervenção na clínica psicopedagogia – uma visão junguiana”

Vera Marcia Gonçalves da Silva Pina

Basta sentarmos diante de um grupo de crianças ou adultos e começarmos com, ...“Era uma vez...” que rapidamente o silêncio se faz presente, os olhos atentos brilham e os ouvidos apuradíssimos não nos dão nenhum indício de qualquer “Déficit de Atenção”....

Isso porque através de reis, rainhas, anões, gigantes, ogros, bruxas, dragões saímos do nosso mundo real e entramos num mundo onde tudo é possível. Além disso, desde que o mundo é mundo a arte de contar histórias se faz presente. Histórias para serem lidas, ouvidas, cantadas... histórias que trazem não só a magia e o encantamento, mas também que abrem possibilidades para entrarmos em contato com nossos medos e angústias.

O conto de fada tem um efeito terapêutico na medida em que a criança encontra uma solução para esses medos e angústias.

Temos assim nos contos uma excelente ferramenta para nos auxiliar como instrumento que fala ao inconsciente do aprendiz sobre seus sentimentos e suas dificuldades e que os ajuda através dos feitos heróicos a acreditarem que também eles poderão encontrar força para enfrentar suas dificuldades na vida.

Em segundo lugar, ao se trabalhar com contos (tanto em sala de aula como no espaço terapêutico) exercita-se, as questões cognitivas importantes para todo processo de aprendizagem como pensar o espaço onde a história acontece, a memória, seqüência dos fatos, as relações de causalidade, temporalidade inferências essas que enriquecem as estruturas do pensar.

Através dos contos, vivencia-se uma aprendizagem significativa, trabalhando-se o cognitivo, o lúdico, o imaginário e o social.

Os objetivos deste curso são possibilitar aos participantes uma compreensão “Do que Conta o Conto”; seus aspectos literário, lúdico bem como a entrar em contato com o seu simbolismo e propiciar aos participantes uma nova visão da aprendizagem, podendo utilizá-los tanto para avaliar, como para o trabalho da intervenção Psicopedagógica, na qual são valorizados os aspectos afetivos - cognitivos, baseados na tipologia Junguiana.

Oficina:"Era uma vez uma história: usando a literatura infantil para conhecer a linguagem da criança"

Lucila Maria Pastorello

A oficina abordará a literatura infantil como ferramenta auxiliar no processo de investigação da linguagem da criança. Serão apresentados e discutidos conceitos de leitura, texto e linguagem para sustentar as atividades práticas, que serão desenvolvidas utilizando livros da literatura infantil brasileira e internacional.

Oficina: Jogo de Areia à luz da Teoria Piagetiana

Maria Teresa Messeder Andion

O Jogo de Areia (Sandplay) é um método psicoterapêutico criado por Dora Kalff, terapêuta junguiana suíça entre 1954-1956. O Jogo de Areia à luz da teoria piagetiana é uma possibilidade de modalidade de ensino-aprendizagem, na qual se focaliza o mecanismo de desenvolvimento mental como uma estratégia de diagnóstico e intervenção psicopedagógica.
O objetivo desta oficina visa desenvolver e possibilitar o conhecimento do Jogo de Areia em uma perspectiva histórica e da Epistemologia Genética de Jean Piaget e instrumentalizar o psicopedagogo institucional e clínico por meio deste método a desenvolver um olhar psicopedagógico voltado para os processos de ensino-aprendizagem referenciado nos pressupostos piagetianos.
O conteúdo programático a ser desenvolvido vai contemplar a história do Jogo de Areia e recorte dos principais conceitos piagetianos sobre o mecanismo do desenvolvimento mental observado nas construções dos cenários.
Como metodologia, serão utilizados os seguintes recursos: exposição teórica com apresentação de imagens (Multimídia), dinâmicas práticas com reflexão oral (Caixas de Areia) e reflexão escrita e oral.

COLÓQUIO

Tema: “Especificidades dos Instrumentos de Avaliação próprios da Psicopedagogia”

Mediadora: Quézia Bombonatto

Debatedoras:Edith Rubinstein, Eloísa Fagali, Júlia Eugênia Gonçalves, Neide Noffs, Rosa Maria Scicchitano

Grupo Reflexivo: Débora Pereira, Fabiani Portella, Cristina Natel, Marisa Irene Castanho, Mônica Mendes, Neusa Hickel, Cleomar L. Oliveira

Objetivo: discutir as especificidades dos instrumentos de avaliação próprios da Psicopedagogia. Devido à complexidade do tema é mister a participação de profissionais de competência reconhecida. Desta forma, comporão o Grupo de Debatedoras: Edith Rubinstein, Eloísa Fagali, Júlia Eugênia Gonçalves, Neide Noffs, Rosa Maria Scicchitano. Da mesma forma, o Grupo Reflexivo, não menos importante será composto por: Débora Pereira, Fabiani Portella, Cristina Natel, Marisa Irene Castanho, Mônica Mendes, Neusa Hickel e Cleomar L. Oliveira responsável e, selecionar as questões da platéia.

Formato da apresentação: No primeiro momento, no horário marcado para 9h00 até 10h30, a mediadora apresentará as qualificações de cada debatedora, as dos componentes do Grupo Reflexivo e o formato do Colóquio. Logo em seguida, cada uma das debatedoras terá 15 minutos para a apresentação de seu tema. Após um intervalo de 30 min, os 2 grupos voltam ao palco. Este 2º tempo tem início com as propostas trazidas pelo Grupo Reflexivo para o debate. O tempo reservado para a interlocução do Grupo Reflexivo é de 35 minutos acrescidos, de 10 minutos para as questões levantadas pela platéia e selecionadas por uma das componentes do Grupo Reflexivo. No 3º momento, as debatedoras poderão fazer suas ponderações a partir das reflexões trazidas pelo Grupo Reflexivo e as conclusões devidas.

Ementas das apresentações:

Avaliação Dinâmica no processo de intervenção psicopedagógica

Edith Rubinstein

Partindo do princípio de que a Psicopedagogia tem por objetivo a compreensão das questões relacionadas com a aprendizagem enquanto processo. Subentende-se que este processo envolve questões relativas aos aspectos cognitivos, subjetivos/relacionais, orgânicos; culturais entre outros. Para tanto, é fundamental que o profissional psicopedagogo possua instrumentos apropriados para pesquisar, compreender e promover mudanças no processo de avaliação e de intervenção. Esta abordagem é dinâmica no sentido de que o pesquisador poderá utilizar-se de instrumentos variados, padronizados ou não, mas com o propósito de observar processos e condições de mudança.

Avaliação psicopedagógica na/da aprendizagem em grupo:contribuições da arteterapia

Eloísa Quadros Fagali

Quais as formas de avaliar que alcançam algo que se oculta e da qual nos defendemos?
Os recursos da arteterapia podem contribuir significativamente para a avaliação do aprendiz, do grupo, de uma cultura ou de uma organização. As expressões não verbais  (gestos, expressões corporais, respiração, desenho,  construções tridimensionais,  imagens figurativas, cromáticas e  sonoridades),  assim como associações livres de palavras,  expressões verbais  literárias (contos, poesias) possibilitam o olhar e avaliação do sujeito  que expressa, seja uma instituição organizacional, familiar, seja um aprendiz  em qualquer faixa etária, em diferentes  situações de aprendizagem.
No processo de pesquisa também as  expressões simbólicas não verbais e as associações livres verbais e literárias são propícias para a avaliação do que está para além do discurso consciente e controlado, pois  revelam traços significativos para análise dos valores, desejos, fantasias e mitos  que escapam do controle consciente, para além das defesas que se sustentam no verbal. Podemos aprender a diferenciar os indicadores que revelam o oculto no diálogo entre a subjetividade e a objetividade, a análise qualitativa e a quantitativa.

Diagnóstico institucional participativo

Júlia Eugênia Gonçalves

"O diagnóstico institucional participativo. Instrumentos utilizados no âmbito da instituição.  Nesta forma participativa de conduzir o diagnóstico, o uso de jogos, de dinâmicas de grupo e de dinâmicas vivenciais é fundamental, pois integra os membros da equipe responsável entre si e com o psicopedagogo."


A avaliação interventiva

Neide de Aquino Noffs

Este trabalho foi realizado em parceria com a equipe multidisciplinar da Instituição Promove- ação sócio cultural – Unidade Jaçanã onde construímos um modelo de avaliação interventiva com a intenção de “contribuir de forma articulada junto à criança, suas família e a escola, para a manutenção e sucesso educacional do aluno, detectando, intervindo e orientando possíveis alterações que possam comprometer o processo de aprendizagem”.em encontros quinzenais de duas horas de fevereiro a dezembro. Estes momentos foram subsidiados pelos autores Alicia Fernández, Jabob Levy Moreno, Jorge Visca, Sara Paín também contamos com a experiência de avaliação em redes de ensino que já tenhamos sistematizado em 2003. Esta referência de trabalho implantada em 2005 permitiu a Promove agilizar o processo de Avaliação no Programa de Apoio Educacional o fortalecimento da equipe multidisciplinar, colaborar com a família (garantindo a presença do pai, dos irmãos favorecendo o “olhar” para a queixa e para a criança com mais sensibilidade e acolhida) e a escola explicitando de forma mais ágil a compreensão e o atendimento às queixas recebidas.

Este trabalho até hoje mantém a parceria com a Secretária Municipal da Educação de São Paulo (SME – no DOT) favorecendo o processo de inclusão com compromisso social.

Jogos de regra no diagnóstico e na intervenção psicopedagógica

Rosa Maria Junqueira Scicchitano

Jogos de regra podem ser um importante instrumento no diagnóstico psicopedagógico.
As situações que surgem durante o jogo – escolhido livremente ou proposto pelo psicopedagogo permitem observar: como o sujeito usa seus próprios recursos cognitivos e expressa suas emoções, como compreende e como aprende instruções e regras do jogo, se aparecem respostas constantes do tipo: “Não sei”, “Não entendi”, “Esse é difícil”, “Mas...tem solução?”, o modo de enfrentar situações novas, o nível de atenção e o foco na tarefa, as indecisões para iniciar, para continuar, como enfrenta as dificuldades, seus esforços, ograu de paciência e persistência nas tentativas e estratégias, o nível de resistência à frustracão, as estratégias que usa para jogar – se faz planejamentos, antecipações,se joga “ao acaso” ou faz escolhas “refletidas”, se explora possibilidades –, o nível de solução de problemas,a lógica usada na busca de soluções, se pede ajuda ou não, se parece admitir que pode contar com a ajuda do psicopedagogo, o nível de autonomia ao jogar – quando já conhece o jogo/quando ainda não conhece o jogo, a ansiedade mobilizada pelo jogo, a agressividade, os medos, conflitos e defesas, como lida com o erro – o erro paralisante e o erro como estímulo para buscar novos caminhos-, os argumentos que usa para justificar os erros e os acertos, como lida com o ganhar e o perder.           Os dados observados nos jogos de regra são analisados e integrados ao conjunto de dados obtidos durante a avaliação psicopedagógica para se chegar à Compreensão Diagnóstica.
Fragmentos de casos clínicos em que jogos de regra são utilizados no diagnóstisco psicopedagógico – como O Jogo da Velha, Quarteto, Resta Um, Cara a Cara, Can Can, Torre de Hanói, A Hora do Rush – são relatados e discutidos.
Os jogos de regra constituem também um dos pilares do trabalho de intervenção psicopedagógica: desempenham uma função estruturante que gera transformações e abre possibilidades de aprendizagem.
O jogo cria um espaço transicional – possibilita “conversar sobre o que realmente importa como se não importasse tanto”.
Ao experimentar acontecimentos totais – como os jogos de regra – a criança/o adolescente recupera a possibilidade de aprender com a experiência e pode transpor essa experiência para outras situações de aprendizagem.