Há algo mais no consultório psicopedagógico do que sonha a nossa vã filosofia
Toda intervenção clínica psicopedagógica pressupõe uma determinada concepção do sujeito que (des)aprende. Diferentemente das clínicas que concebem o sujeito como um mosaico de funções a serem reeducadas de maneira mais ou menos previsível, partimos do pressuposto de que a criança ou o adolescente que nos vem consultar é um sujeito do inconsciente, falado por suas palavras e agido por seus desejos. Propomo-nos então, neste artigo, a discorrer brevemente sobre o modo de funcionamento do inconsciente, tal como aportado por Freud e revisitado depois por Jacques Lacan, a fim de repensarmos uma hipotética intervenção clínica a partir desse enfoque teórico.
UNITERMOS: Psicopedagogia. Psicanálise. Ciências do comportamento.
Silvia Szterling Munimos
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